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Pedido de Informação encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde busca levantar número de pacientes, filas, tempo de espera e tratamentos disponíveis na rede municipal

Quantas pessoas com dermatite atópica são atendidas hoje pela rede municipal de Porto Alegre? Quantas ainda esperam por uma consulta especializada? E quanto tempo leva, em média, para conseguir atendimento? Essas são algumas das respostas que a Frente Parlamentar pela Psoríase e Outras Doenças Crônicas de Pele quer obter da Secretaria Municipal de Saúde.

O levantamento foi solicitado pelo vereador José Freitas, presidente da Frente Parlamentar, por meio do Pedido de Informação nº 460/2026. O trabalho acontece em conjunto com a vice-presidente da Frente, Gladis Lima, que também preside a Psoríase Brasil e a Doenças de Pele Brasil e atua, junto às entidades, na defesa do acesso ao diagnóstico, tratamento e cuidado adequado para quem convive com doenças crônicas de pele.

O documento busca traçar um retrato mais claro do atendimento à dermatite atópica na Capital. Além do número de pacientes já identificados pela rede, a Secretaria deverá informar quantos novos pacientes com diagnóstico ou suspeita da doença foram identificados ou encaminhados para atendimento em 2024, 2025 e 2026, e quantas pessoas aguardam hoje por atendimento especializado, com dados separados entre crianças, adolescentes e adultos.

O pedido também questiona quanto tempo esses pacientes esperam pela primeira consulta, se critérios de prioridade conforme a gravidade dos casos, quantas vagas são oferecidas mensalmente e se existe demanda reprimida especificamente para a doença. A relação de tratamentos disponíveis na rede municipal — incluindo medicamentos, acompanhamento especializado e encaminhamentos para serviços de maior complexidade também deverá ser detalhada pela Secretaria.

Para Gladis Lima, ter acesso a essas informações é o ponto de partida para entender onde estão as principais dificuldades enfrentadas pelos pacientes e quais caminhos ainda precisam avançar. “Quando a gente fala em melhorar o atendimento, primeiro precisa conhecer a realidade de quem está na ponta. Precisamos saber quantos pacientes estão esperando, quanto tempo levam para chegar ao especialista e o que está disponível para eles hoje. Com esses dados em mãos, conseguimos enxergar com mais clareza onde estão as dificuldades e trabalhar por respostas mais efetivas para quem convive com dermatite atópica”, explica a vice-presidente da Frente.

A busca por esses dados também ajuda a dimensionar a assistência que Porto Alegre oferece atualmente e a identificar pontos que podem precisar de atenção ou aprimoramento. A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele e pode afetar pessoas de diferentes idades, com impactos importantes na qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

O tema já faz parte da agenda do Legislativo municipal. Desde 2020, Porto Alegre conta com o Dia Municipal de Conscientização da Dermatite Atópica, celebrado em 23 de setembro e instituído pela Lei nº 12.663/2020, de autoria de José Freitas. Neste ano, as ações relacionadas à data também incluem um painel na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), marcado para 15 de setembro, às 10h, com o tema “Dermatite Atópica: diagnóstico, tratamento e acolhimento na rede municipal de saúde”.

A Psoríase Brasil e a Doenças de Pele Brasil seguirão acompanhando a resposta da Secretaria Municipal de Saúde e os próximos encaminhamentos da Frente Parlamentar, compartilhando as atualizações com pacientes, familiares e toda a comunidade.

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