O medicamento imunobiológico Tildrakizumabe estará disponível via planos de saúde e poderá gerar economia de até R$ 81 milhões por ano para a saúde suplementar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta segunda-feira (9) a inclusão do medicamento Tildrakizumabe no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, ampliando o acesso a um novo tratamento para pacientes adultos com psoríase em placas moderada a grave. A decisão foi tomada durante a 7ª Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada (DICOL) da ANS e reverteu a recomendação preliminar, anteriormente desfavorável. A mudança de parecer ocorreu após nova análise técnica e participação social durante consulta pública, sinalizando o impacto da mobilização de pacientes e especialistas no processo decisório.
Com base em evidências científicas robustas, o Tildrakizumabe demonstrou superioridade clínica em comparação ao Etanercepte em ensaios clínicos de fase 3, atingindo maiores taxas de resposta (PASI 90) com alta certeza de evidência. O medicamento também apresentou melhor desempenho em qualidade de vida e menor incidência de eventos adversos quando comparado a outros imunobiológicos, com grau de evidência classificado como moderado a alto.
Além dos benefícios terapêuticos, a proposta foi reforçada por análises de impacto orçamentário. A estimativa é que a incorporação da nova tecnologia represente uma economia anual de R$ 53,9 milhões a R$ 81,5 milhões para a saúde suplementar, a depender do ritmo de adesão, considerando entre 21 mil e 32 mil pacientes por ano.
A inclusão do Tildrakizumabe no Rol da ANS marca um avanço importante para o tratamento da psoríase no Brasil e deve ser oficializada nos próximos dias por meio de publicação no Diário Oficial da União.


