Para ampliar o debate sobre a diversidade clínica na dermatologia, a equipe de Comunicação da Psoríase Brasil gravou e exibiu videocast focado na apresentação da Psoríase em diferentes etnias. O episódio destaca a importância do conceito de Skin of Color e os desafios para o diagnóstico preciso em peles negras, pardas e asiáticas.
O projeto reforça, ainda, que a falta de representatividade em materiais visuais e livros didáticos contribui para falhas no reconhecimento da doença. Em tons de pele não brancos, a Psoríase frequentemente se manifesta de forma atípica, distanciando-se do padrão tradicional de “placas vermelhas” e apresentando tonalidades violáceas, acinzentadas ou castanho-escuras, o que pode retardar o início do tratamento.
Neste videocast, jornalista Ana Paula Dixon entrevistou a Dra. Isabelle Assis, dermatologista com longa experiência em doenças inflamatórias, que traçou uma ampla análise sobre como a Psoríase se manifesta fora do padrão eurocêntrico e a dura jornada dos pacientes que enfrentam barreiras diagnósticas devido à cor da pele.
Ao final do episódio, a especialista fala sobre a necessidade de tornar a comunicação clínica e os materiais de estudo mais inclusivos, além de detalhar o impacto da hiper ou hipopigmentação pós-inflamatória na qualidade de vida das populações afetadas.
Conforme os dados apresentados pela dermatologista, o diagnóstico de Psoríase em peles não brancas é dificultado pela sub-representação em pesquisas, tornando essencial o treinamento profissional para identificar os sinais-chave que evitam o atraso terapêutico.


