Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Levantamento com 255 participantes no Terminal Rodoviário Tietê revela distância entre familiaridade e reconhecimento visual; hidradenite supurativa teve o pior resultado e vitiligo, o melhor

Reconhecer uma imagem de doença crônica de pele ainda é um desafio. É o que mostra o levantamento realizado com 255 participantes durante a passagem do Tour Nacional pelas Doenças Crônicas de Pele pelo Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, em 25 de agosto – o segundo terminal com mais movimento no mundo, registrando em média a circulação de 90 mil pessoas por dia. 

Alguns pacientes com doenças crônicas de pele que conhecem a associação pelo seu trabalho, fizeram questão de ir presencialmente prestigiar a ação e destacaram a importância da Psoríase Brasil em sua jornada, como Bruno da Silva, que tem psoríase e começou o tratamento com medicamentos imunobiológicos. “Eu sofria muito, mas graças a Deus e a vocês os medicamentos foram incorporados ao SUS e eu tive acesso ao tratamento. Eu sei que foi uma luta incansável. Obrigado por devolver a minha vida”, desabafou emocionado ao conhecer a presidente da Psoríase Brasil, Gladis Lima.

Resultados do quizz sobre doenças crônicas de pele

Foram 1.275 respostas, com índice médio de reconhecimento de 1,33 em uma escala de zero a três. No conjunto, 26% foram classificadas na categoria “Conheço bem”, enquanto 55% ficaram nas duas faixas de menor reconhecimento.

A distância entre as doenças é expressiva. O vitiligo foi a condição com maior índice de reconhecimento visual, de 2,22/3: 55% dos participantes disseram conhecer bem as imagens apresentadas, enquanto 22% ficaram nas categorias de baixo ou nenhum reconhecimento. No outro extremo está a hidradenite supurativa, com índice de 0,62/3. Para 64% dos participantes, era uma condição que nunca tinham visto ou ouvido falar; outros 17% disseram já ter visto algo parecido, mas não saber explicar. Ao todo, 81% ficaram nas duas categorias de menor reconhecimento.

A psoríase, apesar de apresentar índice superior ao da dermatite atópica e da hidradenite supurativa, também aparece longe de um reconhecimento amplo. O índice foi de 1,36/3. Entre os participantes, 23% disseram conhecer bem as imagens, 24% afirmaram já ter ouvido falar e conhecer um pouco, 19% reconheceram alguma semelhança sem saber explicá-la e 34% disseram nunca ter visto ou ouvido falar da doença. Somadas as duas últimas categorias, 53% ficaram nas faixas de baixo ou nenhum reconhecimento.

Reconhecer é o primeiro passo

Passageiros, trabalhadores e comerciantes foram convidados a testar o próprio reconhecimento diante de imagens das doenças. A proposta do Tour Nacional pelas Doenças Crônicas de Pele, promovido pela Psoríase Brasil, é levar a discussão para um espaço de circulação cotidiana, aproximando o público de condições que ainda são cercadas por desinformação e preconceito. A etapa paulista foi a primeira parada nacional da mobilização fora do Rio Grande do Sul, depois de ações realizadas na Assembleia Legislativa do estado gaúcho e na Câmara Municipal de Porto Alegre. As próximas etapas previstas são Belo Horizonte (17/09) e Brasília (25/11).

Em um lugar de chegadas e partidas, o resultado do quiz expõe uma questão que vai além de saber o nome de uma doença: “É imprescindível reconhecer e difundir os sinais de doenças crônicas de pele para um diagnóstico cada vez mais rápido e preciso”, afirma Gladis Lima, presidente das entidades à frente da iniciativa. Para ela, por trás de cada lesão ou mancha existe uma pessoa que precisa de informação, cuidado e políticas públicas efetivas.

Leia Também